#Educação - Futuro - Cooperação
- Sabrina Miranda
- 16 de nov. de 2019
- 2 min de leitura
Hoje as novas tecnologias (Inteligência Artificial e Biotecnologia) dão ao homem o poder divino da criação da vida, ou ainda o poder de transformá-la. Quando fazemos esta afirmação não falamos metaforicamente, pois hoje este poder humano é real possibilitado pela Biologia Sintética e a Engenharia Genética para a "construção" de Organismos Geneticamente Modificados (OGM).
Neste contexto, a grande questão não é demonizar as tecnologias, pois elas trouxeram muitos avanços à vida moderna, principalmente nas áreas de medicina/saúde e agropecuária. O debate importante deve estar voltado ao uso dessas tecnologias ou ainda sobre decisões responsáveis para este uso.
Assim, os cidadãos precisam ter compreensão básica sobre as potencialidades e os possíveis impactos das novas tecnologias para que, assim, possam decidir conscientemente sobre questões complexas que envolvem a sociedade e o ambiente.
Mudanças significativas aconteceram nos últimos 10 anos e outras mais intensas são esperadas para os próximos 20 ou 30 anos (até 2050). A Inteligência Artificial e a Automação extinguirão vários postos atuais de trabalho. Muitos especialistas dizem que não há com o que se preocupar, pois novas funções surgirão. Contudo, pela primeira vez, não temos noção de quais serão estas funções, e isso é preocupante.
A Educação tem o grande desafio de formar este novo cidadão que precisará estar sempre aprendendo e mudando (Keep learning and keep changing), ou seja, um ser totalmente flexível. Parece fácil... mas a complexidade está no fato que para nossa espécie toda mudança gera estresse.
Diante do contexto apresentado, será necessário o apoio dos governos visando a proteção das pessoas e o constante (re)treinamento do cidadão para adequação ao novo mundo do trabalho. Esta demanda leva a crer que a Revolução da Automação beneficiará os países mais ricos e poderá arruinar nações mais pobres. Assim, os debates políticos precisam ser amadurecidos e estar voltados para políticas públicas de estado.
Neste cenário pessimista a palavra de ordem é cooperação, ação extremamente importante que beneficiará a diminuição da desigualdade. Acredito que um futuro melhor virá quando substituirmos a competição pela cooperação, desde o nível do indivíduo até de nações ou nível global. Características como respeito, amorosidade, colaboração e altruísmo com certeza nos distinguirão dos robôs!


Não sabíamos que esse futuro fosse chegar tão rápido, esse texto fala sobre o que estamos vivenciando nesse momento de pandemia, cooperar com o próximo e não competir. Muito interessante!